Blog do Moloni

Dicas & Conselhos

15-10-2020

O que é a Indústria 4.0 e como evoluiu até aqui.

Saiba um pouco mais sobre a evolução das disrupções industriais e qual o estado da arte atual sobre os processos industriais que conduziram à indústria 4.0

Industria 4.0 - Imagem Blog

A expressão Indústria 4.0 foi pela primeira vez utilizada publicamente na Alemanha, numa feira industrial de Hanover. A sua utilização tinha como objetivo conceptualizar a incorporação de novas tecnologias computacionais na informática que a Indústria 3.0 já havia aplicado às produções industriais vigentes an altura.

A evolução dos números que acompanham a palavra - 1,2,3 e 4 - têm como objetivo representar momentos disruptivos em que introdução de novos fatores vieram alterar o paradigma associado às produções industriais vigentes no momento. Os principais marcos evolutivos foram:

Indústria 1.0 
Também chamada de 1.ª Revolução Industrial, caracterizou-se pela adaptação da força motriz da água e de motores a vapor a engenhos industriais, principalmente na indústria têxtil, a teares e máquinas de fiação. As primeiras aplicações desta tecnologia foram feitas na Inglaterra e foi o primeiro êxodo de força laboral da agricultura para as “novas” fábricas. Esta forma de produção industrial manteve-se desde o final do século XVIII até início do século XX, quando a energia elétrica passou a ser o standard da força motriz para as novas maquinarias e novos produtos;

Indústria 2.0 
O segundo momento de disrupção industrial deu-se pela introdução de uma força motriz totalmente inovadora, a eletricidade. Aplicam-se princípios de gestão de tempo e de especialização de tarefas cujo implementador pioneiro foi Henry Ford. A eliminação de da força física das tarefas trouxe a população feminina a trabalhar na indústria. A abundância destes fatores de produção fomentou novos produtos distribuídos de forma massiva e em concorrência. Aparecem aqui os primeiros princípios de marketing aplicado primordialmente às vendas com a criação de redes de distribuição e pontos de venda. Esta fase foi também coincidente com a criação do motor de combustão e a identificação do petróleo como fonte de energia primordial. Situamos temporalmente este período no final do século XIX e princípio do século XX.

Indústria 3.0 
Apelidada também de revolução robótica ou digital, a indústria 3.0 identifica o momento em que a informática chegou à linha de montagem, pela programação de robots através de código informático e pela gradual substituição dos sistemas analógicos por sistemas digitais. Estas alterações são potenciadas pelo desenvolvimento da microinformática com microchips cada vez mais pequenos e com cada vez mais capacidade de processamento. A indústria 3.0 ocorreu na segunda metade do século XX.

Indústria 4.0 
Chegamos por fim à indústria 4.0 que é o paradigma industrial que está neste momento a ser vivenciado. A indústria atual está hiperconectada através de uma miríade de terminais, que através da internet combinam e integram dados capazes de diminuir tempos e etapas de produção entre as necessidades evidenciadas pelo mercado e as respostas da produção, de forma independente e agregando valor em todas as etapas do percurso.

A Indústria 4.0 congrega um conjunto de tecnologias e métodos de trabalho que se podem dividir e resumir em:

  • Internet das Coisas - é a ligação estabelecida entre os próprios aparelhos através da internet que, através de sensores transmitem dados sobre utilização, condições climatéricas, estado do próprio objeto, dados que depois de enviados e armazenados, serão analisados e provocarão ações diferenciadoras. 
  • Computação em Cloud - a realização das operações de processamento não são feitas nos próprios aparelhos mas sim num parque de servidores dedicados que recebem dados de utilizadores e de outros sistemas e os disponibilizam para outros utilizadores e para outros sistemas. Quando haja intervenção de utilizadores quer como fonte quer como destinatário de dados, esta ligação pode ser feita por qualquer terminal que tenha ligação de dados: wearables, smartphones, computadores, tablets, smart tv’s, etc.. A colocação e obtenção de dados poderá ser feita diretamente através de browsers ou através de aplicações web dedicadas;
  • Data Mining - As elevadas quantidades de informação geradas por todos os equipamentos tecnológicos não têm grande utilidade se não gerarem relatórios de interpretação e apresentação de novos dados, em tempo real, para fiabilizar previsões e aumentar a exatidão de decisões e procedimentos. Esta fiabilização é muitas vezes conseguida através das técnicas de simulação e cenarização para antecipação de quebras, tendências, eventos e comportamentos futuros. 

Este novo paradigma industrial tem gerada alguma polémica, já que a sua plena aplicação vai eliminar muitos empregos não qualificados e criar outros tantos à volta das tecnologias e equipamentos necessários à aplicação de equipamentos e novos modelos tecnológicos. O verdadeiro desafio será colocar as pessoas no centro das mudanças automatizadas

E essa é a grande diferença entre o passado recente e o futuro: a conectividade está definida para se tornar mais profunda e generalizada. As empresas precisam de novas formas de obter informações cada vez mais valiosas de todos os dados coletados por meio de vários meios, como por exemplo, sensores e marcadores eletrónicos. Um exemplo típico é a manutenção preditiva para máquinas na linha de produção ou para a base de produtos circulantes. Camiões que prevêem manutenções para evitar grandes períodos de paragem ou autarquias que colocam sensores em viaturas para manter a rede viária a seu cargo em bom estado começam a ser exemplos seguidos. Os fabricantes têm que assumir o seu lugar numa cadeia de valor mais ampla e integrada com base em um ecossistema de parceiros certos. E podem ter que atualizar seus modelos de negócios para lidar com os disruptores e chegar ainda mais perto de seus clientes com uma oferta que aporte mais vantagens e mais qualidade para quem compra. 

Ainda que esta nova indústria esteja ainda em evolução e longe de atingir o seu pleno potencial, as empresas estão a dar os primeiros passos e a incorporar as primeiras tecnologias para adotar o seu pleno potencial. Estas empresas estão a desenvolver quadros de competências e referenciais de contratação inovadores para a capacitação dos seus recursos humanos. As pessoas contratadas neste novo quadro de responsabilidades e competências, deverão ser enquadradas num quadro de competências de monitorização e de ação preventiva em oposição às ações reativas vigentes no quadro das indústrias que nos trouxeram até aqui. 

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